Tendo em conta aquilo que anunciei na publicação anterior,
decidi contar-vos de forma mais pormenorizada o meu processo de mudança de
curso – que se vai dividir em mais que um post.
Embora eu já tenha contado de uma forma geral o que se passou, decidi focar-me
mais nisso a partir de agora. Como disse anteriormente, mudar de curso nunca é fácil,
mesmo que já não queiramos seguir a área anterior. Muita coisa entra em jogo. E
eu própria estou a sentir esse impacto, agora que entrei para uma nova
universidade e um novo curso.
Então, em primeiro lugar, vou começar pelo que algumas pessoas me perguntam: porque é
que eu fui para Educação Básica, se depois quis mudar?
Há três anos, no meu ano de pausa, após ter acabado o
secundário, andei muito tempo indecisa durante duas áreas: Educação Básica e
esta área onde estou agora, que mais tarde revelarei. Embora tenha andado
sempre a boiar entre as duas áreas, estava mais virada para uma que para outra,
sendo que decidi colocar como primeira opção o meu curso atual e Educação Básica nas outras opções. Como ainda não estava completamente decidida, guiei-me pela
opinião de terceiros. Diziam-me que eu teria mais aptidão para crianças que para
a outra área. De certa forma, acabei por me virar mais para EB e deixar o outro
curso para trás, tirando-o das minhas opções.
Quando já me encontrava em Educação Básica, o impacto foi
enorme desde o inicio, a nível do curso e adaptação. Consequentemente, nunca queria que chegasse o final do fim de
semana para ir para Coimbra e ansiava sempre pela sexta feira. Só que, ao longo
do primeiro ano, embora tenha começado a aceitar aos poucos o facto de estar em
Coimbra, nunca senti que fosse “a minha casa”.
A nível de curso, a
minha ideia era seguir a área do pré-escolar, pois, de todas as saídas, era
única que eu gostava. Só que, com o primeiro estágio e em certos momentos do
meu primeiro ano, eu sentia mesmo que não tinha perfil para ser educadora de
infância. Ou seja, que não era bem a
"minha praia" estar todas as semanas a planear atividades para crianças pequenas e estar em frente de uma turma constantemente. Claro que tentei ignorar estes
sentimentos. Todavia, no segundo estágio – que foi numa escola primária –
senti-me do género: "oh meu deus, não quero mesmo nada disto!".
Então, porque é que não desisti no final do primeiro ano?
Eu ainda gostava do ensino pré-escolar e pensei que
esses sentimentos fossem normais, além de que também me diziam que não se devia
desistir logo ao primeiro impulso e que desejar fazê-lo era normal.
Então, deixei-me andar.
No segundo ano, a coisa foi pior. Já estava bem a nível de
integração, ou seja, já não ligava tanto se me dava com toda a gente ou não, ou se estava ou não mais adaptada. No entanto, comecei a sentir-me mal à mesma. Os trabalhos para mim eram um martírio. Não tinha interesse em saber mais
para além daquilo que dava nas aulas. Basicamente, sentia que andava lá a
“pastar os livros”. Comecei a fechar-me mais no meu casulo - nem saía, nem ia a nenhuma festa académica - e, por fim, as minhas notas não
eram grande coisa.
Foi, aliás, quando eu estava a fazer um trabalho para uma
cadeira, que, ao estar a detestar tanto aquilo, me deu aquele impulso enorme de
desistir. Então, a partir desse momento, comecei a ponderar isso mesmo. Ainda tentei procurar
outras saídas, para além de ensino pré-escolar, mas quando parecia já ter
arranjado uma solução, voltava a sentir insatisfação novamente, até que decidi
mesmo que era melhor desistir.
Depois, a questão de haver pessoas a impedirem-me de desistir,
pois, segundo elas, estava a cometer um erro terrível, ainda fazia custar-me
mais a tomar a decisão. Impulsionavam-me a continuar e eu acreditava e
tentava não desistir, mas pouco tempo depois já voltava ao mesmo. Foi
surpreendente para os outros, eu percebo que sim, porque as pessoas achavam
mesmo que eu gostava de ser educadora de infância. E, em determinada altura, isso
era verdade, mas depois acabei por me desiludir e aperceber-me que não queria
isso. Na altura, lembro-me que parecia um drama, sim, porque desistir de algo que nós pensávamos que queríamos e
depois acabarmos por perceber que estávamos errados, é uma sensação terrível.
Portanto, dou-vos a dica: sei que, em determinado ponto, é
normal querer desistir de um curso ou desanimar mais com ele. Mas se virem que isso se
repete constantemente e vos afeta muito a nível psicológico, isto é, se essa área já
não vos provoca prazer, nem gosto, nem motivação, aí já tem que ponderar a
vossa escolha. Talvez aí já tenham que começar a ligar mais aos sinais e tentar arranjar uma solução, para não
vos acontecer o mesmo que me aconteceu a mim – que tive que chegar ao fim do poço para
decidir finalmente desistir.
P.S. Espero que vocês tenham gostado e que a minha história, ou uma parte dela, vos tenha deixado mais inspirados ou, para quem está ou esteve na mesma situação, possa identificar-se e sentir-se ajudado. O próximo post, que não sei quando vem ao certo, vai estar relacionado também com esta questão da mudança de curso. Portanto, fiquem atentos/as.
P.S. Espero que vocês tenham gostado e que a minha história, ou uma parte dela, vos tenha deixado mais inspirados ou, para quem está ou esteve na mesma situação, possa identificar-se e sentir-se ajudado. O próximo post, que não sei quando vem ao certo, vai estar relacionado também com esta questão da mudança de curso. Portanto, fiquem atentos/as.




Gosto dos seus posts e do seu blog. A sua história é inspiradora e pode ajudar outras pessoas na mesma situação. No entanto acho que devia melhorar a sua forma de escrever. Por exemplo, às vezes faz frases demasiado longas que acabam por perder um pouco a ideia que queria transmitir. Alguns pronomes estão mal colocados. Não se diz "vou começar pelo que algumas pessoas perguntam-me" mas sim "pelo que algumas pessoas me perguntam" ou "tenha-vos deixado mais inspirados" para "vos tenha deixado mais inspirados"
ResponderEliminarObrigada :)
EliminarJá corrigi os erros! Obrigada por me teres alertado!