Quem não está ansioso para esta nova fase da sua vida que é a universidade?
Lembro-me que há 2 anos estava eu, por esta altura, na fase dos exames nacionais e a preparar a minha entrada para o ensino superior.
Sei que, para uns, pode ser muito confuso a escolha do curso e outros podem já ter uma ideia definida do que querem. No entanto, quero que saibam que é perfeitamente normal ter muitas dúvidas ao início, pois tudo o que é novo ou desconhecido assusta. Podem conseguir entrar naquela área, sem saber 100 % a certeza que é isso que querem e depois acabam por perceber que era mesmo o curso certo, ou ainda pode acontecer entrarem com a certeza e depois refletirem que não fizeram uma boa escolha. Sendo assim, não entrem em pânico.
É normal nesta tenra idade, ainda não termos 100 % certeza daquilo que queremos fazer para o resto da vida. Às vezes, até acontece exercermos uma profissão na área que escolhemos à primeira e, daqui a uns anos, decidirmos que queremos mudar de rumo. O que quero dizer, no fundo, é que a vida não é linear, nem certa. Dá muitas voltas. Hoje gostamos de algo e passados uns anos, sejam poucos ou muitos, mudamos de gostos ou sentimos que precisamos de algo novo.
Contudo, uma vez que, neste caso, interessa escolher o curso agora, pois as candidaturas estão a chegar, irei dar-vos algumas orientações gerais. De resto, cabe a vocês decidir, pois a única pessoa que comanda a vossa vida e o vosso destino são vocês mesmos, mais ninguém.
Faz uma lista!
1: Regista todos os teus interesses, dividindo-os em diversas áreas (a não ser que pertençam todos à mesma).
2: Regressa a cada um dos que escreveste e questiona-te: vejo-me a ser/fazer isto?
Por exemplo: Gosto de matemática, mas será que me vejo a ser professora ou contabilista (ou outra área)? Gosto de geometria, mas será que me vejo a ser arquiteta/o (ou outra profissão)? Gosto de desenho/pintura, mas será que me imagino a ser artista?
3: Consoante a tua resposta interior, vai eliminando vários gostos até chegares à/s área/s que te dá/dão uma visão de um futuro profissional.
4: Caso estejas indecisa entre algumas áreas, aponta os prós e contras de cada uma ou, então, pesquisa na internet. Hoje em dia o que não falta é informação, portanto, podes pesquisar como é cada uma delas no mercado de trabalho, por exemplo.
Imagina-te depois de acabares o curso (e durante):
Um facto a ter em conta, durante a realização da lista é que não importa só gostares de algo, tens que te questionar se é mesmo nisso que te vês a exercer como profissão. Uma vez disseram-me: "Podes gostar imenso de ver o "Masterchef" ou o "Querido, mudei a casa", mas não significa que te vejas a ser ou queiras ser cozinheiro/a ou decorador/a". Nós podemos gostar de muitas coisas, mas não significa que tenhamos que exercê-las como profissão. Algumas são destinadas apenas a serem hobbies. No entanto, uma vocação ou paixão pode surgir a partir dessas pequenas coisas, isto é, podes estar a observar uma profissão de alguém e gostares mesmo daquilo e te imaginares a fazê-lo. Ainda pode acontecer estares a ver um programa de televisão ou realizares uma atividade e isso te ajudar a decidir o que queres. Tudo depende mesmo de ti, da visão do teu futuro.
A escolha é tua, não dos outros!
Falo por experiência própria: por mais que te queiram ajudar a decidir ou mesmo que os outros queiram escolher o teu futuro, és tu próprio/a que tens que dar o passo final. Não interessa se os outros te dizem que tens mais jeito para algo, se não é para isso que queres ir. É praticamente garantido que, mais tarde, os arrependimentos surgem (acreditem que sei do que falo).
Sei perfeitamente que é reconfortante buscar opiniões ou a aprovação dos outros, mas acreditem em mim quando digo que não são os outros que vos têm que dar a resposta.
Pode parecer muito cliché, mas, muitas vezes, a resposta está no instinto. Quando questionamos "Ora bem, o que é que queres ser tu afinal?", a resposta é dada inconscientemente, só que, muitas vezes, ignoramos, ou não percebemos naquela hora, ou não queremos admitir a nós próprios nem aos outros. Sei que, às vezes, a sociedade pode ser injusta, pois, se observarmos bem, ainda existe preconceito em relação a diversas áreas. Por exemplo, a arte ainda não é bem aceite. Muita gente desvaloriza a área em si e critica por não ter praticamente empregabilidade.
Mas, uma coisa é certa, mesmo que vás para uma boa ou má faculdade ou para um curso que dá ou não empregabilidade, o teu sucesso apenas é garantido se fores bom/boa naquilo que fazes. Há sempre espaço para os melhores, para ti, independentemente da área e do local onde exerceres a tua profissão. Portanto, tudo depende de ti e da tua dedicação. És só tu que podes escolher, pois és só tu que lidarás com as consequências no futuro.
Agora que decidi, aonde irei tirar o curso?
Depois da decisão tomada, importa procurares o instituto/universidade onde te vais formar. É importante teres várias opções, mas também saberes escolher sabiamente. Isto é, não adianta encheres as opções com várias faculdades, só para teres 100 % garantia que entras no ensino superior, pois pode acontecer tu calhares numa delas, ou seja, numa das que tu gostas menos, e arrependeres-te depois. Importa então, pesquisares sobre as instituições que te fornecem o curso em que te queres formar e pesquisares sobre ele, assim como a própria instituição. Em cada faculdade, por mais que o plano ou método de estudos seja parecido com o de outras faculdades, existem sempre diferenças. Bem, a forma como os professores irão leciona-las só saberás quando lá estiveres, mas existem sempre meios pelos quais podes saber mais acerca do que se trata o curso, para além da informação que te dão no website. Podes, por exemplo, ligar para a faculdade e colocares diversas questões, como as saídas profissionais, os mestrados a que tem acesso e qual a vertente que o curso se foca mais. Algo que também me chamaram a atenção na altura da candidatura foi que, quando mais "antiga" for a universidade, maior qualidade tem. No entanto, também depende da área, pois existem certos cursos que são melhor lecionados noutras instituições.
Concluindo, é importante confiares nas tuas escolhas e não deixares que os outros decidam por ti. Também é importante que escolhas conscientemente o curso e o estabelecimento. Mais importante que quantidade, é a qualidade das opções que irás colocar na tua candidatura.
Espero ter ajudado. Alguma questão, coloquem nos comentários.
P.S. A próxima parte será acerca dos custos universitários, isto é, a procura de quarto/residência (será o tema principal), festas/convívios, despesas de alimentação (entre outros).
Concluindo, é importante confiares nas tuas escolhas e não deixares que os outros decidam por ti. Também é importante que escolhas conscientemente o curso e o estabelecimento. Mais importante que quantidade, é a qualidade das opções que irás colocar na tua candidatura.
Espero ter ajudado. Alguma questão, coloquem nos comentários.
P.S. A próxima parte será acerca dos custos universitários, isto é, a procura de quarto/residência (será o tema principal), festas/convívios, despesas de alimentação (entre outros).




Só de me lembrar do meu primeiro ano de universidade... Que saudades!
ResponderEliminarhttps://jusajublog.blogspot.com/
o primeiro ano é sempre marcante :)
EliminarEstou a passar pela fase de querer mudar de rumo. Tirei um curso que me pareceu interessante (e que foi, de facto), mas não pensei bem na questão das saídas profissionais. Por isso, percebo tão bem a parte em que dizes que nos devemos questionar se nos imaginamos em tal profissão. Apesar de o meu curso ter sido interessante, as saídas profissionais não são bem a minha praia, infelizmente. Invejo aquelas pessoas que sempre souberam o que queriam ser e que acertaram no curso logo à primeira...
ResponderEliminarGostei da parte que começas com "Pode parecer muito cliché, mas, muitas vezes, a resposta está no instinto. " Parece que é mesmo verdade a questão de não querermos admitir, a nós e aos outros, aquilo que realmente queremos. A mim acontece.
Enfim, gostei muito deste post e gostei do teu blog em geral :) Vou seguir :)
Olá :)
EliminarAntes de mais, obrigada pelo comentário. Fico contente que tenhas gostado!
Eu percebo a tua situação, na altura em que me candidatei ao ensino superior, enchi as minhas opções de candidatura sem pensar bem na qualidade delas. Só queria entrar. Mais tarde, sofri as consequências porque não fiquei satisfeita com o resultado, no dia em que soube em que universidade ia entrar.
Sim, muita gente tem essa sorte de saber logo o que quer, mas não te preocupes, porque ainda existe uma grande percentagem que não sabe, o que é normal, pois somos tão novos e não sabemos onde vamos estar daqui a uns anos, até porque até aos 60 anos, por exemplo, podemos mudar a área de profissão, ainda que ao primeiro tenhamos decidido afincadamente que era aquilo que queríamos seguir quando tinhamos 18 anos.
No teu caso, acho que se não tiveres mesmo satisfeita, deves mudar de rumo. Ver outras opções, outras áreas e quem sabe, se tiveres oportunidade, mudar de curso. Muitas vezes, precisamos de passar pela experiencia para nos apercebermos daquilo que não queremos e o que queremos, efetivamente. Acho que nunca é tarde de mais.
Espero que consigas um dia resolver a tua situação. Se ainda tiveres a fazer o curso e mesmo a acabar , acho que devias mesmo acaba-lo, depois podias tirar outro em algo que gostas. Se ainda estás no inicio ou a meio, porque nao mudar agora? Se já tiveres mesmo acabado, nunca é tarde para puderes seguir mesmo aquilo que gostas. Não deixes o tempo passar sem fazeres aquilo que te faz feliz.
Beijinhos, boa sorte!
Relembrei-me tanto desta altura e daquilo que sentia ao reler este post! Excelentes dicas :)
ResponderEliminarobrigada :)
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